A segunda postagem do Aberinkula Project será dedicada à melhor banda canadense de todos os tempos: o Rush. Dentro de quase 40 anos de carreira, 19 álbuns de estúdio, a banda fez e ainda faz incríveis músicas que são lembradas até hoje. A resenha aqui posta é sobre o álbum considerado por muitos fãs e críticos como o melhor da banda: Moving Pictures, de 1981.O disco já abre com a clássica Tom Sawyer. Excelente em todos os sentidos, da bateria extremamente técnica de Neil Peart, passando pela guitarra excelente de Alex Lifeson, até o baixo monstruoso de Geddy Lee, na minha opnião o melhor baixista de todos os tempos, além dos seus sintetizadores e os seus vocais. Destaque para uma passagem instrumental que começa aos 1:34 da música, um excelente riff no synth de Lee, acentuado mais tarde pela guitarra fenomenal de Lifeson e, é claro o matador baixo de Lee e a ótima bateria de Peart. Clássico Absoluto.
A segunda faixa do disco é a igualmente excelente Red Barchetta, uma canção com um arranjo bastante complexo, porém extremamente bem executado. Essa música mostra toda a versatilidade do Rush, passando por arranjos quase pop rock e por ritmos velozes e com riffs de certa forma até pesados. Destaque para todos os instrumentos da música, principalmente para o trabalho de Lifeson.
A próxima canção é, sem dúvida, uma das melhores canções instrumentais da história: YYZ. Comeaçando com Neil Peart tocando "YYZ" em código morse nos crótalos (instrumentos de percussão), aqui todos instrumentos merecem destaque novamente. A guitarra e o baixo duelam por quase toda a música, e torna-se realmente difícil decidir qual é o melhor instrumento aqui. Peart faz uma ótima e sólida base para Lee e para Lifeson, fazendo grandes viradas de Bateria. Canção absolutamente excelente, incrível, assombrosa.
A quarta faixa, é Limelight, é talvez a mais fraca, mas mesmo assim é muito boa. Novamente, todos os instrumentos brilham aqui. Apesar do solo de guitarra dessa música ser o preferido de Lifeson, eu admito que não gosto desse, muito fraco na minha opnião.
The Camera Eye é a épica final do Rush, a última música feita pela banda com mais de 10 minutos. Uma canção bastante injustiçada, mas que na minha opnião é a melhor do Álbum e uma das melhores canções da banda. Começando com uma excelente introdução nos sintetizadores, que mais tarde recebem a guitarrra e a bateria. Essa passagem dura até aproximadamente os 2 min e 20, onde um outro riff entra, e esse riff na minha opnião é um dos melhores que o Rush já fez. Lee entra com os vocais aos 3 minutos e 40 aproximadamente, e o que se segue são 6 minutos de um prog rock muito bem elaborado, onde o baixo de Lee ganha destaque. Quando a música chega aos 9:21, temos um dos melhores solos que Lifeson já fez, e certamente o melhor do álbum. O poderoso Rickenbacker de Lee também brilha muito. 11 minutos de excelente música.
Witch Hunt (a terceira parte da série Fear) começa bem misteriosamente, com um glockenspiel fazendo uma progressão sombria, acompanhada por vozes e sintetizadores. Segue então uma seção sombria e pesada, com um ótimo trabalho de guitarra e excelente letra (cortesia de Peart). Aos 2:19 os sintetizadores tocam um riff que já estava sendo tocado algum tempo antes. Esse momento é muito lindo. Uma canção muito bonita, porém injustiçada. Junto com The Camera Eye, a melhor do álbum.
O álbum fecha com Vital Signs, uma canção bastante interessante, com uma sonoridade bem Reggae, algo incomum para o Rush (algumas canções em álbum seguintes também teriam sonoridades reggae/ska, como The Enemy Within, do Grace Under Pressure.) Uma faixa bem legal, bem diferente do progressivo da maioria do álbum.
Pode ser sim considerado o melhor do Rush, porque não há canções ruins nesse disco. Um clássico não só do rock progressivo quanto de todo rock n' roll.
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