segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

The Mars Volta - The Bedlam in Goliath

A primeira postagem do Aberinkula Project é justamente uma resenha do álbum que contém a nossa faixa-estandarte: Aberinkula. O The Mars Volta é uma banda Norte-Americana, como muitas outras que estamos acostumados a ouvir nas rádios, porém, o TMV consegue ser bastante diferente. O motivo? A sonoridade. Um som único, que mistura elementos de rock progressivo, funk, punk rock, salsa e jazz num caldeirão místico ao longo de seus quase 8 anos de carreira e 5 álbuns. TheBedlam in Goliath, considerado por muitos fãs e críticos o melhor da banda, é um ótimo exemplo do poder de fogo da banda. Muitas viradas de ritmo, solos longos e alucinantes, efeitos, dissonâncias e distorções fazem desse álbum de fato, um dos melhores da banda. O clima Psico-progressivo já começa com Aberinkula, a melhor canção do álbum e uma das melhores canções da banda. Do caos absoluto do refrão, na qual ouvimos a explosão de guitarras, teclados, bateria e vocais (distorcidos, por sinal), passando pelas suas estrofes intrincadas e de sonoridade quase funky, à magistralmente épica passagem final da música, com uma progressão de acordes apocalíptica sobre uma base rítmica muito bem trabalhada, com direito a solos frenéticos de saxofone, temos quase 6 minutos de uma obra prima surreal e viajante. Metatron é uma faixa de sonoridade semelhante à Aberinkula, porém nitidamente mais fraca, e é um pouco cansativa. Illyena é uma canção muito bem trabalhada, com suas ótimas linhas vocais e sua ótima base rítmica. Wax Simulacra é uma excelente canção, apesar de curta. Em apenas 2 minutos, a banda consegue unir passagens sísmicas na bateria, vocais e guitarras igualmente estridentes que apesar de soar caótico, é incrivelmente bem estruturado. Goliath é outra faixa-monstro. Dividida em duas partes, a primeira sendo uma ótima hard-punk-funk-prog, com um excelente trabalho de todos os instrumentos e os vocais, e a segunda, um dos momentos mais épicos do álbum: uma linha de baixo que lembra 21st Century Schizoid Man do King Crimson, excelentes guitarras e baterias e provavelmente a melhor passagem vocal de Cedric Bixler Zavala do álbum inteiro. (Nota-se uma certa semelhança com Robert Plant, não?). Tourniquet Man pode simplesmente ser passada sem ser ouvida. Uma canção fraca, apesar da primeira parte ser bastante "escutável", porém acaba sendo bombardeada por uma chuva de distorções desnecessárias. Cavalletas é a mais longa do disco, e é excelente. Mudando de ritmo variadas vezes, tem excelentes passagens instrumentais de todos os instrumentos, especialmente a bateria, cortesia de Thomas Pridgen. A última parte da música é uma incrível viagem altamente psicodélica, quase acídica, com direito a um piano bem jazz e guitarras bastante distorcidas. Agadez é uma canção bastante sinistra com uma certa levada de blues, destaque para o refrão. Askepios é uma canção terrívelmente ruim, efeitos demais e muita dissonância. No entanto, os últimos minutos da música são bons. Ouroborous tem um título quase impronunciável, e possui um excelente trabalho de percussão, além de, é claro, excelentes guitarras, baterias e vocais. Soothsayer é intensamente psicodélica e, dentro de 9 minutos de duração, com uma sonoridade oriental, psicodélica e viajante, consegue ser uma das melhores do disco. Conjugal Burns é horrível, distorções, dissonâncias e efeitos excessivos. Apesar de termos faixas ruins, ainda assim podemos simplesmente não escutá-las, e ainda teremos muitos minutos de boa música.


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http://www.megaupload.com/?d=YIVLSVAM

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