quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Koi - In Tomorrow Hid Yesterday


Assistindo vídeos de bandas como Pink Floyd e Tool no Youtube, comumente encontrava comentários (marcados como spam, por sinal) do canal de uma banda chamada Koi, que citava influências dessas bandas. Por curiosidade decidi ouvir a banda. E me encantei com o resultado.

O Koi foi formado na Suécia, mais precisamente em Gothenburg, em 2001, através de projetos de escola de Patrik Andersson (voz,guitarra) e Markus Mönttinen (bateria), mais tarde reforçados por Eemu Ranta (guitarra), Roberd Palm (guitarra) e Joni Kaartinen (baixo). A banda, generosamente, ofereceu o link de download de seu disco de estreia, In Tomorrow Hid Yesterday, na sua página oficial, http://www.koiband.net.

O álbum abre com The Rabbit, que apesar de ter um título aparentemente bobo, é uma canção magnífica. Um clima etéreo, uma atmosfera onírica presente nos teclados da música, e mais tarde com a entrada de todos os instrumentos e dos vocais, formando uma atmosfera estremamente bem trabalhada. Nota-se uma certa influência da banda inglesa Porcupine Tree, e também um pouco de Opeth e de Tangerine Dream. A voz de Andersson é muito boa. A música também tem um excelente solo de guitarra. Há uma sessão mais pesada lá pelos 4 minutos, mas que retorna a calmaria e a delicadeza de um Mellotron., após os acordes de um violão completam a música.

Woodnote é uma canção muito boa também, onde Andersson explora seus vocais agudos. Novamente uma canção etérea e climática. Porém num andamento mais veloz que a primeira. Nota-se também o fato da canção ser instrumental. Novamente encontramos riffs mais pesados em comunhão perfeita com os teclados e o violão.

Terminal Souls é a mais longa do disco. Destaque para os vocais de Andersson, que lembram bastante os de Steven Wilson. Destaque também para o baixo, bem elaborado. A sessão que começa aos 4:59 é a trilha sonora de um sonho. Excelente.

Navigated to the Blank Undrawn é uma faixa mais sombria, até mais pesada que o resto do disco, mas igualmente excelente, há também uma seção quase eletrônica, cortada ao meio pela atmosfera onírica que nos ouvimos nas outras canções, porém de uma forma mais pesada. Outra faixa excelente. Destaque para as guitarras.

In Tomorrow Hid Yesterday, como a faixa anterior combina magistralmente passagens tranquilas e delicadas com riffs pesados e andamentos mais velozes. A canção é quase instrumental, com algumas poucas passagens vocais, mas muito bem inserida entre os instrumentais.

Jeltskin é um segue típico de um álbum do Tool, basicamente é algumas notas de teclado com percussões ao fundo.

In a World of a Child’s Mind começa com os Synths gerando um clima de mistério, acrescentado depois a uma belíssima passagem de piano. Uma canção com um clima semelhante as anteriores, porém mais lenta, e admito, um pouco fraca.

Breaking the Day é uma canção muito linda também, que começa singelamente e após recebe o peso das guitarras e uma forma magistral. Destaque para a bateria de Mönttinen, começando singela e acelerando através da música, criando um clima magnífico de tensão, inclusive tornando-se uma excelente performance de bumbo duplo ao final da música.

Metamorphosis é outro segue, bastante sombrio e lento. Maculau, outro segue é uma curta porém excelente passagem de Sintetizador.

Less than Abstract é uma canção novamente etérea e climática, destaque para os bonitos vocais. Excelente trabalho de slide guitar ao fundo.O único defeito da música é o longo feedback ao final da canção, o que incomoda um pouco pelo fato de serem quase dois minutos, porém ainda assim é uma canção excelente.

Sem dúvida In Tomorrow Hid Yesterday é um álbum incrível, marcante, de uma atmosfera onírica e tocante. Um álbum que realmente mostra que ainda existem músicos que ignoram os padrões ridículos da indústria fonográfica e que são tão incômodos e fazem uma música de qualidade, extremamente bem elaborada e inspiradora.

The Rabbit


download: http://www.sendspace.com/file/7idxb5

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