
Camel é uma banda britânica, conhecida pela sua inluência na chamada Canterburry Scene. Formada em 1971, a sua formação mais conhecida tem Andrew Latimer (voz, guitarra, flauta), Pete Bardens (voz, teclas), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (voz, baixo). A resenha que se segue é do seu álbum Moonmadness, de 1975.
O álbum tem um "semi-conceito" bastante interessante: 4 faixas (Air Born, Lunar Sea, Chord Change e Another Night), são feitas apartir das personalidades dos músicos, Latimer, Ward, Bardens e Ferguson, respectivamente.
1) Aristillus: A primeira faixa é uma curta, mas excelente vinheta, introduzindo o disco. Ótimo trabalho de sintetizadores. A melodia me lembra o tema de algum filme.
2) Song Within A Song: "Enquanto os arranjos lembram uma canção de amor, a letra sugeste um requiem. Uma canção dentro de outra". Destaque enorme. Os primeiros minutos contém melodias tranquilas e delicadas por parte de todos os instrumentos. A flauta de Latimer é muito bonita. Os vocais entram cantando uma letra poética e bela, "The sun has left the sky, now you can close your eyes, leave the world behind until tomorrow". A canção tem um balanço leve e gracioso, como as ondas do mar. Há um momento muito épico, com uma bonita melodia na guitarra, e delicados synths ao fundo, servindo de transição para um excelente solo de synth, que leva a canção até o fim. Sem palavras.
3) Chord Change: Aqui a guitarra de Latimer ganha destaque, tocando riffs complexos e gostosos de serem ouvidos. Pode ser ouvido scat vocals na canção também. A música ganha um clima mais calmo, com um balanço leve e tranquilo, lá pelos 2min, com um belo solo de guitarra de Latimer, seguido por um igualmente ótimo solo de órgão de Bardens. A música volta a tornar-se agitada, mas ainda ótima, com Latimer e Bardens fazzendo coisas fantásticas nos seus instrumentos.
4) Spirit of the Water: É uma faixa curta e calma, com arranjos de piano e flauta, com vocais distorcidos/ecoados. Relativamente fraca, mas boa.
5) Another Night: Essa aqui é a faixa mais forte do disco, bastante agitada e viva. Começa com um riff circular no órgão e na guitarra, após entrando com o baixo e a bateria, e então os vocais, que me lembram fortemente o David Gilmour. Nessa canção temos o melhor trabalho de baixo de Ferguson, que ficou meio apagado entre os teclados e a guitarra. Há uma passagem instrumental com ótima guitarra e ótimos teclados, após retornamos ao riff principal da canção, e mais tarde um excelente solo de Hammond, e um excelente solo de guitarra também. A música acaba com um riff bem interessante.
6) Air Born: Outra faixa bem calma. Aqui a flauta de Latimer ganha destaque na introdução. Há mellotrons e bonitas passagens de guitarra. Novamente temos os vocais distorcidos de Spirit of the Water.Ouvimos aqui também um violão, ausente de todas as outras músicas. Por não sertão longa, não varia tanto, mas é igualmente excelente.
7) Lunar Sea: o ponto alto de todo o álbum. Uma longa introdução onde os synths de Bardens tocam uma progressão intensa, com alguma percussão e efeitos ao fundo. Após o baixo hipnótico de Ferguson, junto com a bateria entram. Após a guitarra de Latimer entra também, fazendo um ótimo riff. Após o baixo toca um riff diferente ótimo por sinal, apó entra o excelente solo de sintetizador de Bardens. Após, a canção volta ao tema principal (o tã-tãtã), seguido pelo melhor solo de guitarra de todo o álbum, e riffs complexos tocados pelo baixo e pela guitarra. Aquela progressão paradoxal sombria, mas clara dos synths volta, e a canção termina com o som de ondas do mar. Excelente!!!
agradecimentos ao blog Rock na Vitrola.
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