quarta-feira, 23 de junho de 2010

King Crimson - Red

Sem sombra de dúvida, o King Crimson é uma das maiores bandas de Rock Progressivo de todos os tempos. Apesar de ter passado diversas mudanças de formação ao longo dos anos, a banda sempre consegui bastante destaque e uma grande legião de fãs. A banda, liderada sempre por Robert Fripp, lançou diversas jóias durante a sua longa carreira, como In the Court of the Crimson King (1969), Larks’ Tongues In Aspic (1973) e Red(1975), sendo esta resenha a respeito do último.


Após o longo tour que o Crimso fez, devido a problemas internos, o grande violinista David Cross deixou a banda, que reduzia-se agora a um power trio, com Fripp na guitarra, John Wetton no baixo e Bill Bruford na bateria, contando com várias participações. Talvez agora perdendo o “elemento sinfônico” que possuíam até então, a banda investiu de vez no som pesado que já estava sendo bastante trabalhado pela banda. E de fato, Red é o trabalho mais pesado da era clássica do King Crimson, mas com certeza é uma obra-prima.


Abrindo com a furiosa Red, já podemos ter uma visão do que se seguirá. Guitarra e baixo pesados e distorcidos sobre uma bateria técnica e rítmica. As transições de cada riff pro outro são muito boas. Esta canção possui inclusive uma passagem de violoncelos. Abertura genial e raivosa!


Fallen Angel segue, e é a primeira faixa com vocais. Começando com um sombrio acorde de synth, que é seguido por um solinho na guitarra, e a canção assume a forma de uma balada, com mellotron e uma bateria simples, mas com a guitarra de Fripp e um oboé fazendo enfeites. Após algumas repetições a canção entra no assombroso refrão, com um belo riff de guitarra e o baixo poderoso de Wetton, junto com seus vocais característicos, e um sax. Após efeitos de guitarra climáticos de Fripp junto ao solo de sax, temos um curto solo de guitarra que leva de novo as estrofes, após ao refrão novamente, e a um final instrumental que continua a tensão e a amargura do refrão. Esta canção é bastante emocional e dramática, mas é magnífica.


Um riff pesado (novidade!) , mais tarde seguido por uma bateria incrível abre One more red Nightmare. Esse riff intercala-se a estrofe, com Wetton cantando junto com seu baixo distorcido e palmas processadas eletronicamente (não me pergunte por que). A passagem que começa aos 2:08 é a minha preferida, um belo dedilhado na guitarra, mais tarde unido por outra guitarra, baixo, bateria e as palmas, e mais tarde ainda, um ótimo solo de sax. Voltamos ao riff inicial e a mais uma estrofe, e a magnífica seção instrumental é reprisada, com outro excelente solo de sax.


Providence é uma improvisação. Não há nada de muito especial na música. Os 5 primeiros minutos são barulhos irritantes e aleatórios feitos pelos caras. Depois a coisa toma um pouco mais de forma, com um solo de baixo, que é a única coisa legal da canção. Ela termina com um solo irritante de violino. É a mais fraca do disco.


A última canção, a suíte de 12 minutos Starless, é a Magnum Opus do disco, e junto com In the Court of the Crimson King é a melhor canção do King Crimson (não consigo decidir entre as duas). A primeira parte é uma linda progressão no mellotron, e uma triste melodia na guitarra, com baixo e bateria calmos no fundo, e mais tarde Wetton cantando. Seção muito bonita, com um triste saxofone soprano tocando junto a Wetton.Podemos ter a impressão que essa será a única música calma do disco, mas há mais por vir. Após 4 minutos da beleza indescritível da primeira parte vamos a segunda.


A segunda parte é baseada numa linha de baixo atonal de Wetton, que torna-se cada vez mais pesada. O mesmo vale pra bateria, que começa fazendo pequenas viradas na percussão e torna-se cada vez mais forte também. O que mantém o build-up tão interessante é a guitarra: ela mantém-se tocando apenas uma nota, que dá um tom de tensão enorme a essa parte. O crescendo continua, continua e aí então tudo explode.


A parte 3 começa com um solo de sax muito bom, sobre uma explosiva base rítmica de guitarra e baixo distorcidos e bateria tribal. Mas o clímax da música se dá aos 11:19, com uma interpretação muito mais intensa da melodia da primeira parte: mellotron fúnebre, baixo potente, bateria intensa e sax lindamente triste.


Álbum incrível, magnífico, explêndido, onde adjetivos não são o suficiente para expressar toda a classe, técnica, fúria e sentimento dos músicos. 10/10.


Download

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Magma - Udu Wudu


Fiquei interessado na música do Magma quando li na wikipedia sobre uma banda francesa cujo baterista criou um novo idioma chamado Kobaian e cantam suas canções em sua própria língua. Interessante, eu pensei.

Udu Wudu foi lançado antes do álbum Live/Hhai e contém uma das melhores faixas do catálogo do Magma, De Futura.
01 - Udu Wudu - A faixa-título, tem uma pegada latina muito legal, com percussão interessante, arranjo de metais, baixo e piano. Blasquiz com sua voz muito bacana e operastica, com Stella Vander e algumas outros cantoras fazendo os backing vocals. É uma canção agitada e feliz em comparação com outras faixas do álbum. Certamente, uma das melhores faixas do álbum, apesar de muito diferentes das outras faixas e das outras canções do Magma. (05/05)

02 - Weidorje - Outra música muito legal. Tem um início surpreendente, com baixo potente, bateria, piano e vocais, e um trabalho muito bom de synth. Em seguida, uma sessão com piano legal, bateria e vocais, em seguida, solos bons de baixo e sintetizador. A canção é mais levada por synths que as outras. (04/05)


03 - Troller Tanz (Ghost Dance) - O início da canção é bastante assustador, com um coral pesadamente processado, mas a música tem um piano muito legal e a base rítmica também é muito boa. Top e Vander são músicos incríveis. Os vocais processados voltam por algum tempo, e em seguida uma breve sessão com vocais novamente interessantes. O final da música é muito legal. Esta canção me faz lembrar alguns filmes antigos com fantasmas. (3,5 / 5)

04 - Soleil D'ork (Ork's Sun) - Esta aqui tem um ritmo tribal, hipnótico,e o trabalho de baixo de Top é impressionante. A canção é meio repetitiva. (3,5 / 5)

05 - Zombies - Aqui quem manda é Vander. A sua bateria é rápida e precisa e casa muito bem com os vocais processados e synths. No entanto essa é a mais fraca do disco. (2,5/5)


06 - De Futura - Sem sombra de dúvida, esta é a paulada. Uma palavra: medonha. Uma canção levada por uma furiosa base rítmica, vocais quase guturais e muita repetição (algo como música techno, mas que você nunca dançaria). Aumentando e diminuindo de velocidade a canção se arrasta durante 18 minutos, com algumas partes calmas perdidas no meio. Apesar de ser uma típica trilha sonora de filmes de terror, é uma canção excelente. (5/5)


Álbum interessante, diferente do típico Prog do Yes ou do Genesis, mas é algo muito bom de ouvir. Sem sombra de dúvida, os vocais são o forte do álbum, soando extremamente intensos.


Abaixa.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Marillion - Script for a Jester's Tear

Formado em 1979, o Marillion é uma das mais criativas e originais bandas dos anos 80. Um dos expoentes do chamado Rock Neo-Progressivo, a formação original da banda conta com Steve Rothery, Mark Kelly, Mick Pointer, Pete Trewavas e o vocalista Fish. A primeira fase da banda é conhecida pela forte influência da banda inglesa Genesis, principalmente os vocais de Fish, que lembram fortemente os do vocalista original do Genesis, Peter Gabriel.

O seu primeiro álbum, Script for a Jester's Tear, é uma obra magnífica: letras densas e poéticas cantadas por vocais dramáticos incrustadas em excelentes instrumentais, com muita guitarra e teclado e uma ótima base rítmica.

A faixa Título. Uma das mais lindas e densas canções de toda a história. Uma letra magnífica. Uma sonoridade catártica. Da simples introdução contando somente com piano e os vocais, mais tarde aumentada por órgãos mais tarde, singelamente a canção vai aumentando. Destaque para todos os instrumentos e é claro, para os belíssimos vocais do Fish. Bélissima. Curiosidade que o amor não é um tema muito citado no rock progressivo. Ouça o lindo interlúdio semi-acústico que começa aos 4:11. Os 3 minutos finais são de arrancar lágrimas. Palavras são pouco para descrever isso.

He knows you Know, a segunda faixa também é muito boa. Destaque para os backing vocais e para a bateria de Pointer. A letra fala sobre drogas. Tem riffs muito legais na guitarra e no synth. Tem uma sonoridade mais agressiva que a primeira faixa.

The Web tem bastante peso nos teclados, que soam magnificamente junto com os vocais de Fish e a bateria. Destaque para a guitarra limpa de Rothery. Novamente Fish canta com sua alma. A transição entre as seções mais agressivas e mais melódicas é perfeita, e temos um solo muito legal de guitarra. Destaque para os 4:43. Mais tarde os vocais retornam. O riff que ouvimos no teclado aos 6:30 é fenomenal. Segue-se um Solo muito bom de teclado, e os vocais retornam novamente e finalizam a canção.

Garden Party começa com pessoas falando e pássaros. A linha de synth é ótima, destaque para o baixo pulsante de Trewavas (o mesmo baixista do Transatlantic). Os sons de pássaros voltam aqui e ali. Tem uma linha guitarra dedilhada muito legal, e depois o synth e todo o resto voltam. Mark Kelly é um ótimo tecladista.

Chelsea Monday começa com uns efeitos estranhos, e depois o baixo de Trewavas entra fazendo uma linha bem legal. O ritmo é lento e melancólico, mas ótimo. A guitarra de Hothery é muito boa, com uma certa influência de David Gilmour aqui. Canção melancólica sim, mas não deprimente. Os sons são muito bonitos e sem ser piegas, tudo está em perfeita harmonia.

Forgotten Sons abre com o que parece ser um rádio sendo sintonizado, e tem um ritmo bem "agitado". Destaque para os sintetizadores novamente. A marcação rítmica é bem interessante. Há uma passagem com uns vocais falados sobre a música que soam bem legais, destaque para a guitarra também. Tem uns vocais bem catárticos mais tarde, que lembram o The Mars Volta.

Álbum magnífico, impossível de dizer qual música é a melhor.

domingo, 7 de março de 2010

The Mars Volta - Frances The Mute


O The Mars Volta é, com certeza uma das maiores bandas que já existiram. Fazendo um som completamente diferente a partir do Rock Progressivo, essa resenha é dedicada ao seu melhor, mais caótico, mais sombrio e mais denso álbum: Frances The Mute.

Gravado em 2005, o álbum conta com a formação Bixler-irmãos López-Theodore-Gonzáles-Alderete-Owens, e muitas participações como Flea, do RHCP no trompete (!?), e o ex-RHCP John Frusciante na guitarra.

O álbum tem uma trackist muito confusa, com divisões de canções separadas por vezes em duas faixas diferentes e (o arquivo) com muitas faixas com títulos equivocados. A tracklist oficial é a seguinte:
  1. Cygnus ... Vismund Cygnus (Sarcophagi/ Umbilical Syllabes/ Fascilis Descensus Averni/ Con Safo)
  2. The Widow
  3. L'Via L'Viaquez
  4. Miranda that Ghost Just Isn't Holy Anymore (Vade Mecum / Pour Another Icepick / Piscacis (Phra-Men-Ma) / Con Safo)
  5. Cassandra Gemini: Tarantism I
  6. Cassandra Gemini: Tarantism II
  7. Cassandra Gemini: Plaint a Nail in the Navel Steam I
  8. Cassandra Gemini: Plaint a Nail in the Navel Steam II
  9. Cassandra Gemini: Faminepulse I
  10. Cassandra Gemini: Faminepulse II/ Multiple Spouse Wounds I
  11. Cassandra Gemini: Multiple Spouse wounds II
  12. Cassandra Gemini: Sarcophagi
Um bonito e distante violão abrem Cygnus, que logo após recebe os bonitos vocais de Cedric, e alguns efeitos de guitarra. Rapidamente um monstruoso e agressivo riff entra, junto com vocais que alternam em espanhol e em Inglês, tudo com a excelente base rítmica, bem groovy e técnica. Após um riff bem peculiar, o baixo se torna mais groovy, e um pequeno verso de Fascilis Descensus Averni é tocado, seguido por um longo efeito. O que se segue é quase minutos de um excelente crescendo, baseado no baixo de Alderete, a bateria simples mas efetiva de Theodore, e um bom solo de guitarra de Omar, realmente excelente. A (re)entrada dos vocais de Cedric é fenomenal, aqui ele explora seu alcance perfeitamente, que casa perfeitamente com a base rítmica. Destaque para o singelo mellotron e mais ainda para a belíssima vocalização que ele faz aos 7:36. Seguido por um assombroso riff de guitarra/baixo/bateria, e uma reprise do refrão da primeira parte, onde os vocais de Cedric brilham. Um groove muito bom aparece, que aos poucos vira uma excelente viagem psicodélica onde os sombrios sintetizadores flutuam durante 3 minutos, com direito a barulhos de carros e um pulso eletrônico muito legal. The Widow é a mais curta do álbum, e a mais comercial. Com um arranjo muito bonito de violão, baixo sem trastes, bateria e teclas, e principalmente os belíssimos vocais de Cedric. O refrão é muito lindo, com a entrada da guitarra. Arranjo bem simples, mas muito bom, com direito a trompetes, e um solo fenomenal de guitarra de Omar, mas claramente, o mais bonito da música é o vocal. Após o último refrão, a música morre, no entanto. 2 minutos e meio de barulhos sem sentido, efeitos muito irritantes de órgão e sintetizadores, que diferentemente do final de Cygnus, não merecem ser ouvidos.

L'Via começa com uma linha de bateria creio eu que gravada ao contrário. Essa canção é muito interessante, porque como Cygnus, os vocais pulam de Inglês para Espanhol. Uma canção bem groovy também com uma fortíssima influência de música latina. Os vocais de Cedric muito bons por sinal. Há passagens explicitamente latinas, com percussão, piano, e sons de guitarra que lembram mosquitos. Destaque também para o primeiro solo de guitarra, bastante explosivo, tocado por Frusciante. Embora eu não goste de música caribenha, os ritmos de salsa ficaram muito legais. Porém, nessa música há o pior solo de guitarra de todos os tempos, feito também por Frusciante, que introduz muito bem uma seção bem mais densa da música, mas bastante boa. O defeito é que o final da música é muito longo, uns 5 minutos mais ou menos, e é baseado na seção de salsa. Os vocais de Cedric ganham um ar bem sombrio com distorção. Há um solo de piano bem interessante, que leva há um solo de guitarra bem legal, com um som à la Peaches En Regalia, e outro solo de piano, e outro solo de guitarra. O finalzinho conta com os vocais de Cedric com muita distorção, ganhando um ar demoníaco, e termina com sapos (!?).

Uma longa e fantasmagórica intodução com o som de sapos caribenhos, e sintetizadores, e os vocais quase árabes de Cedric introduzem Miranda. Uma introdução muito boa, altamente psicodélica e cheia de efeitos estranhos. Destaque para a explosão sonora que ocorre aos 4:17, com o som muito bonito dos trompetes sobre uma guitarra dedilhada. Os vocais de Cedric aqui são bem delicados, onde ele explora seus timbres agudos muito bem. Detalhe que não há bateria. O refrão da canção compete com o de The Widow para o título de mais bonito. Tudo prossegue delicadamente até uma passagem com bateria eletrônica, guitarra e trompete, que leva a uma versão mais pesada e mais bela ainda do refrão.Um Mellotron simples recebe aos poucos a guitarra barrettiana de Omar e o Trompete de Flea. Atmosférica ao extremo. Após um alto ruído de estática, o groove de Con Safo (parte antes do final eletrônico de Cygnus) reaparece, mas aqui ganha um efeito bem mais assustador.

A confusão do álbum começa aqui. Em todos os sentidos. As primeiras partes de Cassandra Gemini foram tituladas como as partes finais de Miranda, porém todas as partes da última estão na mesma faixa. Ao mesmo tempo, Cassandra é provavelmente a suíte mais confusa, caótica e barulhenta do rock progressivo. Tem bons momentos, mas é bem cansativa.

A primeira parte de Tarantism começa com um vocal "bêbado" de Cedric junto com uma base rítmica confusa e barulhenta, junto com gritos orgásmicos de Cedric. Uma parte menos caótica, com "voadeiras" de flauta, e vocais falados e com um ar bem gutural, segue, após os vocais voltam a ser cantados. Nada de muito especial na verdade atéos 2:20, com um refrão que vai ser ouvido novamente muito mais tarde. A esperiência sônica vai continuando, com algumas "voadeiras" de sax também, e o refrão ótimo. Uma parte mais pesada segue, que leva ao final dessa faixa.

A segunda parte de Tarantism é bem superior. Abre com um excelente solo de guitarra e uma base rítmica fenomenal, num clima Rush. Os vocais semi-cantados de Cedric soam muito legais sobre o riff rushiano do baixo, com sons de orquestra ao fundo. Tem uns vocais que lembram a banda alemã CAN. Caótico, mas excelente. Tudo segue até um break super-psicodélico, com piano e efeitos "voadores" de guitarra, após isso o peso volta com um solo fodástico de guitarra vocais igualmente fodásticos, mais tarde sussurrados. A coisa "derrete" um pouco mas segue perfeitamente na próxima parte.

A primeira parte de Plant a Nail é muito épica, com sons de orquestra tocando um riff muito bom, e os vocais frenéticos de Cedric é muito bom. (Essa parte e Day of the Baphomets são as únicas canções do tMV a usar profanidades, nesse caso, "Cumming"). Pena que essa parte é bem curta.

A segunda parte de Plant a Nail é muito confusa. Abre com um riff muito bom da guitarra, junto com um som bem legal de sintetizador e os vocais viajados de Cedric, com um solo de guitarra de Omar. Após a coisa leva uma "funkada", e os vocais voltam. Na verdade não vejo essa parte muito especial. Tem uns sussurros, uns efeitos estranhos e umas coisas esquesitas desse tipo, que soam bem irritantes e se, sentido. Um solo de órgão bem caótico mas legalzinho, e retorna os vocais de Cedric, após sussurrados. O som do baixo fica muito alto (perdão, mas não dá pra falar de outro jeito) , com um efeito wah bem legal (que lembra N.I.B do Black Sabbath) e uns gritos feitos com a garganta que lembram os do Roger Waters, do Pink Floyd. A coisa fica barulhenta de novo e bem sem sentido, e acaba com um silenciamento dos instrumentos.

Faminepulse é uma das coisas mais ridículas e sem sentido que eu já ouvi. Só 5 minutos direto de barulho, barulho e mais barulho, efeitos MUITO irritantes de guitarra e coisas do gênero, seguido por uma improvisação bem podre. Olha, quando pensa que a coisa não fica pior ouve só apartir de 3:48, esses gritos da guitarra são simplesmente inescutáveis.

A parte II da mesma começa com esses barulhos irritantes de guitarra, e a o papel de fazer barulhos chatos também passa para o saxofone. Mais tarde a coisa volta a se tornar um pouco mais estruturada com a volta efetiva do baixo e da bateria. O sax se torna um pouco mais normal e "ouvível", mas num jazz-punk total. Após os vocais de Cedric voltam cantando uma parte lá de Tarantism II (por isso você provavelmente notou já ter ouvido isso).

A curta mais definitiva Multiple Spouse Wounds II é o refrão da Tarantism I. Tem uma letra bem agressiva até.

Lembra do começinho acústico de Cygnus?? Aqui está de novo, mas os vocais de Cedric estão mais bonitos.

Enquanto Cassandra também tem momentos legais, não deixa de ser um labirinto/quebra-cabeça/análise combinatória de barulho, funk, jazz e dorgas, mano.Cygnus e Miranda são excelentes e magníficas. L'via e The Widow são muito boas também. Frances The Mute é um álbum que vale muito a pena ser ouvido.

Download

obs: utilize as senhas msharing tanto no 4shared quanto no winrar.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Yes - Relayer

A postagem de hoje será dedicada a uma das maiores bandas de rock progressivo da história e uma das suas maiores obras: a banda inglesa Yes e seu álbum Relayer, de 1974.

A formação clássica do Yes conta com (da esquerda para a direita) Rick Wakeman, nos teclados, o vocalista Jon Anderson, Alan White na bateria, o guitarrista Steve Howe e o baixista Chris Squire. Relayer é o sétimo álbum da banda, e marca a saída do tecladista Rick Wakeman, substituído por Patrick Moraz.

O Relayer segue uma estrutura similar a Close to the Edge, de 1972: Um épico imponente ocupando um lado do LP e duas canções menores no outro lado.

O épico imponente que estamos falando é The Gates of Delirium, 22 minutos de explêndida musicidade por parte de todos os membros. Os primeiros 2 minutos da canção constituem em melodias complexas, principalmente na guitarra de Howe. Os teclados de Moraz dão um toque bom, apesar de sua técnica ser bastante inferior a de Wakeman. Outro toque interessante é o Hi-Hat (ou chimbal) extremamente rápido de White. O baixo de Squire é forte e seguro. Podemos ouvir até algumas vocalizações de Anderson. A música acalma, e então Jon entra cantando com um violão, voltando rapidamente com os instrumentos tocando complexamente. Jon Anderson certamente é um dos maiores vocalistas de todos os tempos, porém acho que a sua voz não combina muito bem com as canções mais rockeiras do Yes. A melodia é consideravelmente agressiva aqui, já que estamos falando do Yes.

Todos os instrumentos ganham destaque. Exemplo, aos 4:51, enquanto Howe toca uma melodia muito boa na guitarra, note a grandiosa passagem rítmica de Squire e White. Os vocais voltam, junto com os teclados de Moraz. Outra curiosidade: Jon Anderson é conhecido por suas letras espirituais, comumente falando de coisas como Paz, Luz, Sol, coisas até meio hippies; aqui temos a sua letra mais agressiva.
"The fist will run, grasp metal to gun
The spirit sings in crashing tones, we gain the battle drum
Our cries will shrill, the air will moan and crash into the dawn
The pen won't stay the demon's wings
The hour approaches, pounding out the Devil's sermon."

De fato, esta canção é inspirada no livro "Guerra e Paz", de Leo Tolstoy. Ao que se segue, a partir dos 7:59 é uma das melhores seções instrumentais de todos os tempos. Essa longa passagem, que representa a batalha, sangrenta e intensa, os caras se superam. Howe e sua guitarra ácida e os sintetizadores processados de Moraz duelam intensamente, com White e Squire dando uma excelente base rítmica. Aos 10:21, o baixo de Squuire faz uma linha Funky, e seguem-se vários efeitos e barulhos de percussão feitos por Anderson, com a sólida marcação de Howe e White. Mais tarde, Moraz faz sinistros acordes nos seus, synths, e intensamente chegamos a proxima passagem da canção, aos 12:50.

Junto com o crescendo de Echoes, do Pink Floyd, esse é o momento mais épico da história do Rock Progressivo. A deliciosa melodia dos sintetizadores, as guitarras de Howe e Anderson (sim, ele faz trabalho de guitarra aqui), o excelente baixo de Squire, a bateria de White, tudo é excelente, bem colocado e bem elaborado. Com a entrada da Lap Steel Guitar de Howe, tudo torna-se mais sublime ainda. As notas agudas da Lap Steel me arrepiam. A coisa vai acalmando, até que tudo acaba com o som de Mellotrons.
Porém, a canção não terminou, mas é como se outra canção começasse. A Lap Steel volta mais tarde, tocando uma belíssima melodia. Essa parte da canção chama-se Soon. A voz celestial de Anderson entra cantando uma letra poética e completamente diferente da Insanidade do resto da canção.

"Soon, oh soon the time
All we move to gain will reach and calm
Our heart is open
Our reason to be here"

Momento sem palavras, tudo é calmo, delicado e belo, o Mellotron, a Lap Steel, um violão, o Baixo, e os belíssimos vocais de Anderson, tudo casando perfeitamente e girando em perfeita harmonia. Realmente, sem palavras para descrever isso corretamente. Mais tarde tem uma bateria bem simples também acompanhando a ciranda. Vale a pena ouvir todos os 22 minutos da canção, da Agressividade da primeira parte à delicadeza da Segunda.

Sound Chaser, que abre o lado B do vinil, é uma canção bastante experimental e jazzística. A bateria rápida e virtuosa de White junto com um Piano Elétrico e o baixo de Squire abrem a canção, para mais tarde entrar a guitarra ácida de Howe, e mais tarde Anderson, Squire e Howe cantando em harmonia. Muito boa essa parte. A ponte que liga a estrofes tem uma linha de baixo simplesmente incrível. A próxima parte, bastante experimental, o que ganha destaque é o baixo monstruoso de Squire tocando uma linha quase impossível. O que segue é um solo "à capella" de guitarra, que me lembra de certa forma Interstellar Overdrive, do Pink Floyd. A guitarra de Howe mostra-se bem agressiva aqui, mas consegue ser bem melódica algumas vezes.Há uma passagem bastante catártica, que liga á uma parte bastante calma, onde os vocais de anderson voltam, com Alguns toques de guitarra e Mellotron.

Os pianos elétricos voltam, junto com o baixo rápido de Squire, que seguem a uma parte meio blues, meio Jazz, com uma Slide Guitar por Howe, muito boa, a canção acelera, sempre com o baixo de Squire chamando a atenção, e desacelera de novo. Após um "Cha Cha Cha Cha Cha" bastante curioso, Moraz faz um ótimo solo de Synth. Após agitados e complexos riffs, o "Cha Cha Cha" volta e finaliza a canção.

To be Over, começa com a Lap Steel de Howe e um Sitar, tocando melodias bonitas e calmas. Apó o baixo de Squire entra com um efeito Wah, e após os vocais, calmos e bonitos de Anderson, e a bateria. A Lap Steel faz riffs bastante bonitos e agradáveis. Após a Telecaster de Howe volta fazendo um solo bem interessante. A canção tem um leve clima country. A Telecaster toca o tema da LAp Steel, com um bonito som de Mellotron ao fundo. Os vocais, voltam mais tarde, sempre com sua beleza habitual. Moraz faz um solo bem legal de Synth. Após o sitar volta, tocando o tema da Lap Steel, com vocais em harmonia ao fundo.

Relayer é um álbum sensacional, onde todos os membros são excelentes virtuosos e todas as músicas ganham destaque. Álbum que, mesmo sem Wakeman, vale ouvir do início ao fim.
Para fazer o download, clique na capa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Camel - Moonmadness


Camel é uma banda britânica, conhecida pela sua inluência na chamada Canterburry Scene. Formada em 1971, a sua formação mais conhecida tem Andrew Latimer (voz, guitarra, flauta), Pete Bardens (voz, teclas), Andy Ward (bateria) e Doug Ferguson (voz, baixo). A resenha que se segue é do seu álbum Moonmadness, de 1975.
O álbum tem um "semi-conceito" bastante interessante: 4 faixas (Air Born, Lunar Sea, Chord Change e Another Night), são feitas apartir das personalidades dos músicos, Latimer, Ward, Bardens e Ferguson, respectivamente.
1) Aristillus: A primeira faixa é uma curta, mas excelente vinheta, introduzindo o disco. Ótimo trabalho de sintetizadores. A melodia me lembra o tema de algum filme.

2) Song Within A Song: "Enquanto os arranjos lembram uma canção de amor, a letra sugeste um requiem. Uma canção dentro de outra". Destaque enorme. Os primeiros minutos contém melodias tranquilas e delicadas por parte de todos os instrumentos. A flauta de Latimer é muito bonita. Os vocais entram cantando uma letra poética e bela, "The sun has left the sky, now you can close your eyes, leave the world behind until tomorrow". A canção tem um balanço leve e gracioso, como as ondas do mar. Há um momento muito épico, com uma bonita melodia na guitarra, e delicados synths ao fundo, servindo de transição para um excelente solo de synth, que leva a canção até o fim. Sem palavras.

3) Chord Change: Aqui a guitarra de Latimer ganha destaque, tocando riffs complexos e gostosos de serem ouvidos. Pode ser ouvido scat vocals na canção também. A música ganha um clima mais calmo, com um balanço leve e tranquilo, lá pelos 2min, com um belo solo de guitarra de Latimer, seguido por um igualmente ótimo solo de órgão de Bardens. A música volta a tornar-se agitada, mas ainda ótima, com Latimer e Bardens fazzendo coisas fantásticas nos seus instrumentos.

4) Spirit of the Water: É uma faixa curta e calma, com arranjos de piano e flauta, com vocais distorcidos/ecoados. Relativamente fraca, mas boa.

5) Another Night: Essa aqui é a faixa mais forte do disco, bastante agitada e viva. Começa com um riff circular no órgão e na guitarra, após entrando com o baixo e a bateria, e então os vocais, que me lembram fortemente o David Gilmour. Nessa canção temos o melhor trabalho de baixo de Ferguson, que ficou meio apagado entre os teclados e a guitarra. Há uma passagem instrumental com ótima guitarra e ótimos teclados, após retornamos ao riff principal da canção, e mais tarde um excelente solo de Hammond, e um excelente solo de guitarra também. A música acaba com um riff bem interessante.

6) Air Born: Outra faixa bem calma. Aqui a flauta de Latimer ganha destaque na introdução. Há mellotrons e bonitas passagens de guitarra. Novamente temos os vocais distorcidos de Spirit of the Water.Ouvimos aqui também um violão, ausente de todas as outras músicas. Por não sertão longa, não varia tanto, mas é igualmente excelente.

7) Lunar Sea: o ponto alto de todo o álbum. Uma longa introdução onde os synths de Bardens tocam uma progressão intensa, com alguma percussão e efeitos ao fundo. Após o baixo hipnótico de Ferguson, junto com a bateria entram. Após a guitarra de Latimer entra também, fazendo um ótimo riff. Após o baixo toca um riff diferente ótimo por sinal, apó entra o excelente solo de sintetizador de Bardens. Após, a canção volta ao tema principal (o tã-tãtã), seguido pelo melhor solo de guitarra de todo o álbum, e riffs complexos tocados pelo baixo e pela guitarra. Aquela progressão paradoxal sombria, mas clara dos synths volta, e a canção termina com o som de ondas do mar. Excelente!!!
agradecimentos ao blog Rock na Vitrola.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Transatlantic - Bridge Across Forever



Após um certo tempo sem postar, aqui estou eu de volta. Transatlantic é um supergrupo de rock progressivo, formado por Neal Morse (Spock's Beard), Mike Portnoy (Dream Theater), Pete Trewavas (Marillion) e Roine Stolt (The Flower Kings), nas teclas, bateria, baixo e guitarra, respectivamente. O álbum Bridge Across Forever, de 2001, é considerado o melhor álbum da banda, e um dos melhores álbuns de rock progressivo da história. Com apenas 4 músicas, variando de 5 a 30 minutos, Bridge Across Forever, é de fato um álbum excelente em toda a sua magestria.

  1. Duel with The Devil: Começando sinfonicamente, com um belíssimo arranjo de cordas, e mais tarde um piano, é uma das melhores suítes de Rock Progressivo de todos os tempos. Com a entrada dos outros instrumentos, temos um momento sublime. A melodia das Guitarras lembra um pouco Camel. Todos os instrumentos brilham, sem dúvida, mas Portnoy chama a atenção por seus ritmos quebrados e bem elaborados. O som de um baixo Rickenbacker é uma das melhores coisas que se podem ouvir, e Trewavas toca baixo muito bem. Entre diversas variações de ritmo, aos 4:40, a voz legal de Morse entra, acompanhada pelas cordas. Há uma passagem muito boa aos 7:09, violões e glockenspiel, acompanhado por interessantes vocais. Aos 10:00 tem um riff muito legal, seguido por um excelente solo de órgão, a bateria recebe bastante destaque em torno dos 11:13 também. Temos também uma excelente passagem de piano elétrico e de guitarra Wah-Wah. Admito que me surpreendi, há um solo de saxofone nessa canção também. Os vocais voltam lá pelos 14:40. Há diversas passagens muito boas ao longo da canção, mostrando o virtuosimo de todos os membros, inclusive uma reprise de um tema do "meio do início". Há inclusive um coral de crianças cantando, lá pelos 21 minutos. Apesar de bastante longa, é uma suíte excelente.
  2. Suite Charllote Pike: Essa é a minha favorita. Uma canção com uma duração acessível (em comparação às outras). Os primeiros minutos da música é um funk rock bem elaborado, onde tanto Portnoy quanto Trewavas quanto Stolt tocam muito bem. Uma curiosidade: o primeiro minuto da música é o primeiro Take da música, após a parada, temos o segundo. Os vocais tem uma melodia muito legal, os quatro membros da banda cantando em harmonia (à la Beatles). Após quatro minutos temos um piano bem legal, com vocais igualmente bons. Mais tarde o tema toma uma face mais introspectiva com Sintetizadores tocando um tema lento, mas mais tarde retomamos o ótimo groove. A parte chamada “In The Temple of The Gods” é o ponto alto da canção, com seu ótimo gás e as simples mais excelentes passagens de synth. Após há uma reprise de um tema de Duel with the Devil, e uma versão mais calma de “If She Runs”, que é a primeira parte da canção, agora uma coisa quase jazz. Excelente do começo ao fim.
  3. Bridge Across Forever: A mais curta do álbum. Basicamente uma bela balada tocado no piano por Morse. Uma canção bem simples, mas muito bonita. Bem curta até, apenas 5 minutos.
  4. Stranger in your Soul: A canção final, uma épica suíte de 30 minutos. Começando bem calma, mas após ganha bastante vida com a bateria quase marcial de Portnoy e a guitarra de Stolt. Após há a entrada de um violão e os vocais. Uma canção bem calma até, tem um clima etéreo, muito bom. Aos 6 minutos aproximadamente temos a passagem mais pesada do álbum todo: um Riff bem pesado na guitarra e teclados muito bons. Os vocais em harmonia são excelentes, é uma das coisas mais legais da banda. Lá pelos 9 minutos a coisa fica mais melódica, mas igualmente excelente. Há uma passagem mais calma, com o que penso eu ser uma flauta, e mais tarde a coisa fica bem agitada, destaque para a guitarra e a bateria. Mais tarde o piano e o órgão ganham destaque. Tem uma passagem bem calma, mas bem vazia na minha opnião. Há uma passagem bem sinfônica, e umas coisas meio doidas que se seguem, incluindo um excelente solo de órgão e sintetizador por Morse. Há diversas passagens muito boas, com destaque quase sempre para a orquestra e para os teclados. Os últimos minutos são alguns loops aleatórios

Bridge Across Forever é um excelente álbum, com certeza, apesar das canções serem “um pouco exageradamente” longas. Vale realmente a pena ouvir do início ao fim.

Download: http://rapidshare.com/files/221582964/Transatlantic_-_Bridge_Across_Forever.rar

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Koi - In Tomorrow Hid Yesterday


Assistindo vídeos de bandas como Pink Floyd e Tool no Youtube, comumente encontrava comentários (marcados como spam, por sinal) do canal de uma banda chamada Koi, que citava influências dessas bandas. Por curiosidade decidi ouvir a banda. E me encantei com o resultado.

O Koi foi formado na Suécia, mais precisamente em Gothenburg, em 2001, através de projetos de escola de Patrik Andersson (voz,guitarra) e Markus Mönttinen (bateria), mais tarde reforçados por Eemu Ranta (guitarra), Roberd Palm (guitarra) e Joni Kaartinen (baixo). A banda, generosamente, ofereceu o link de download de seu disco de estreia, In Tomorrow Hid Yesterday, na sua página oficial, http://www.koiband.net.

O álbum abre com The Rabbit, que apesar de ter um título aparentemente bobo, é uma canção magnífica. Um clima etéreo, uma atmosfera onírica presente nos teclados da música, e mais tarde com a entrada de todos os instrumentos e dos vocais, formando uma atmosfera estremamente bem trabalhada. Nota-se uma certa influência da banda inglesa Porcupine Tree, e também um pouco de Opeth e de Tangerine Dream. A voz de Andersson é muito boa. A música também tem um excelente solo de guitarra. Há uma sessão mais pesada lá pelos 4 minutos, mas que retorna a calmaria e a delicadeza de um Mellotron., após os acordes de um violão completam a música.

Woodnote é uma canção muito boa também, onde Andersson explora seus vocais agudos. Novamente uma canção etérea e climática. Porém num andamento mais veloz que a primeira. Nota-se também o fato da canção ser instrumental. Novamente encontramos riffs mais pesados em comunhão perfeita com os teclados e o violão.

Terminal Souls é a mais longa do disco. Destaque para os vocais de Andersson, que lembram bastante os de Steven Wilson. Destaque também para o baixo, bem elaborado. A sessão que começa aos 4:59 é a trilha sonora de um sonho. Excelente.

Navigated to the Blank Undrawn é uma faixa mais sombria, até mais pesada que o resto do disco, mas igualmente excelente, há também uma seção quase eletrônica, cortada ao meio pela atmosfera onírica que nos ouvimos nas outras canções, porém de uma forma mais pesada. Outra faixa excelente. Destaque para as guitarras.

In Tomorrow Hid Yesterday, como a faixa anterior combina magistralmente passagens tranquilas e delicadas com riffs pesados e andamentos mais velozes. A canção é quase instrumental, com algumas poucas passagens vocais, mas muito bem inserida entre os instrumentais.

Jeltskin é um segue típico de um álbum do Tool, basicamente é algumas notas de teclado com percussões ao fundo.

In a World of a Child’s Mind começa com os Synths gerando um clima de mistério, acrescentado depois a uma belíssima passagem de piano. Uma canção com um clima semelhante as anteriores, porém mais lenta, e admito, um pouco fraca.

Breaking the Day é uma canção muito linda também, que começa singelamente e após recebe o peso das guitarras e uma forma magistral. Destaque para a bateria de Mönttinen, começando singela e acelerando através da música, criando um clima magnífico de tensão, inclusive tornando-se uma excelente performance de bumbo duplo ao final da música.

Metamorphosis é outro segue, bastante sombrio e lento. Maculau, outro segue é uma curta porém excelente passagem de Sintetizador.

Less than Abstract é uma canção novamente etérea e climática, destaque para os bonitos vocais. Excelente trabalho de slide guitar ao fundo.O único defeito da música é o longo feedback ao final da canção, o que incomoda um pouco pelo fato de serem quase dois minutos, porém ainda assim é uma canção excelente.

Sem dúvida In Tomorrow Hid Yesterday é um álbum incrível, marcante, de uma atmosfera onírica e tocante. Um álbum que realmente mostra que ainda existem músicos que ignoram os padrões ridículos da indústria fonográfica e que são tão incômodos e fazem uma música de qualidade, extremamente bem elaborada e inspiradora.

The Rabbit


download: http://www.sendspace.com/file/7idxb5

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rush - Moving Pictures

A segunda postagem do Aberinkula Project será dedicada à melhor banda canadense de todos os tempos: o Rush. Dentro de quase 40 anos de carreira, 19 álbuns de estúdio, a banda fez e ainda faz incríveis músicas que são lembradas até hoje. A resenha aqui posta é sobre o álbum considerado por muitos fãs e críticos como o melhor da banda: Moving Pictures, de 1981.
O disco já abre com a clássica Tom Sawyer. Excelente em todos os sentidos, da bateria extremamente técnica de Neil Peart, passando pela guitarra excelente de Alex Lifeson, até o baixo monstruoso de Geddy Lee, na minha opnião o melhor baixista de todos os tempos, além dos seus sintetizadores e os seus vocais. Destaque para uma passagem instrumental que começa aos 1:34 da música, um excelente riff no synth de Lee, acentuado mais tarde pela guitarra fenomenal de Lifeson e, é claro o matador baixo de Lee e a ótima bateria de Peart. Clássico Absoluto.
A segunda faixa do disco é a igualmente excelente Red Barchetta, uma canção com um arranjo bastante complexo, porém extremamente bem executado. Essa música mostra toda a versatilidade do Rush, passando por arranjos quase pop rock e por ritmos velozes e com riffs de certa forma até pesados. Destaque para todos os instrumentos da música, principalmente para o trabalho de Lifeson.
A próxima canção é, sem dúvida, uma das melhores canções instrumentais da história: YYZ. Comeaçando com Neil Peart tocando "YYZ" em código morse nos crótalos (instrumentos de percussão), aqui todos instrumentos merecem destaque novamente. A guitarra e o baixo duelam por quase toda a música, e torna-se realmente difícil decidir qual é o melhor instrumento aqui. Peart faz uma ótima e sólida base para Lee e para Lifeson, fazendo grandes viradas de Bateria. Canção absolutamente excelente, incrível, assombrosa.
A quarta faixa, é Limelight, é talvez a mais fraca, mas mesmo assim é muito boa. Novamente, todos os instrumentos brilham aqui. Apesar do solo de guitarra dessa música ser o preferido de Lifeson, eu admito que não gosto desse, muito fraco na minha opnião.
The Camera Eye é a épica final do Rush, a última música feita pela banda com mais de 10 minutos. Uma canção bastante injustiçada, mas que na minha opnião é a melhor do Álbum e uma das melhores canções da banda. Começando com uma excelente introdução nos sintetizadores, que mais tarde recebem a guitarrra e a bateria. Essa passagem dura até aproximadamente os 2 min e 20, onde um outro riff entra, e esse riff na minha opnião é um dos melhores que o Rush já fez. Lee entra com os vocais aos 3 minutos e 40 aproximadamente, e o que se segue são 6 minutos de um prog rock muito bem elaborado, onde o baixo de Lee ganha destaque. Quando a música chega aos 9:21, temos um dos melhores solos que Lifeson já fez, e certamente o melhor do álbum. O poderoso Rickenbacker de Lee também brilha muito. 11 minutos de excelente música.
Witch Hunt (a terceira parte da série Fear) começa bem misteriosamente, com um glockenspiel fazendo uma progressão sombria, acompanhada por vozes e sintetizadores. Segue então uma seção sombria e pesada, com um ótimo trabalho de guitarra e excelente letra (cortesia de Peart). Aos 2:19 os sintetizadores tocam um riff que já estava sendo tocado algum tempo antes. Esse momento é muito lindo. Uma canção muito bonita, porém injustiçada. Junto com The Camera Eye, a melhor do álbum.
O álbum fecha com Vital Signs, uma canção bastante interessante, com uma sonoridade bem Reggae, algo incomum para o Rush (algumas canções em álbum seguintes também teriam sonoridades reggae/ska, como The Enemy Within, do Grace Under Pressure.) Uma faixa bem legal, bem diferente do progressivo da maioria do álbum.
Pode ser sim considerado o melhor do Rush, porque não há canções ruins nesse disco. Um clássico não só do rock progressivo quanto de todo rock n' roll.

Mals aê, Rapidshare:
http://rapidshare.com/files/58005072/R_MP.rar

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

The Mars Volta - The Bedlam in Goliath

A primeira postagem do Aberinkula Project é justamente uma resenha do álbum que contém a nossa faixa-estandarte: Aberinkula. O The Mars Volta é uma banda Norte-Americana, como muitas outras que estamos acostumados a ouvir nas rádios, porém, o TMV consegue ser bastante diferente. O motivo? A sonoridade. Um som único, que mistura elementos de rock progressivo, funk, punk rock, salsa e jazz num caldeirão místico ao longo de seus quase 8 anos de carreira e 5 álbuns. TheBedlam in Goliath, considerado por muitos fãs e críticos o melhor da banda, é um ótimo exemplo do poder de fogo da banda. Muitas viradas de ritmo, solos longos e alucinantes, efeitos, dissonâncias e distorções fazem desse álbum de fato, um dos melhores da banda. O clima Psico-progressivo já começa com Aberinkula, a melhor canção do álbum e uma das melhores canções da banda. Do caos absoluto do refrão, na qual ouvimos a explosão de guitarras, teclados, bateria e vocais (distorcidos, por sinal), passando pelas suas estrofes intrincadas e de sonoridade quase funky, à magistralmente épica passagem final da música, com uma progressão de acordes apocalíptica sobre uma base rítmica muito bem trabalhada, com direito a solos frenéticos de saxofone, temos quase 6 minutos de uma obra prima surreal e viajante. Metatron é uma faixa de sonoridade semelhante à Aberinkula, porém nitidamente mais fraca, e é um pouco cansativa. Illyena é uma canção muito bem trabalhada, com suas ótimas linhas vocais e sua ótima base rítmica. Wax Simulacra é uma excelente canção, apesar de curta. Em apenas 2 minutos, a banda consegue unir passagens sísmicas na bateria, vocais e guitarras igualmente estridentes que apesar de soar caótico, é incrivelmente bem estruturado. Goliath é outra faixa-monstro. Dividida em duas partes, a primeira sendo uma ótima hard-punk-funk-prog, com um excelente trabalho de todos os instrumentos e os vocais, e a segunda, um dos momentos mais épicos do álbum: uma linha de baixo que lembra 21st Century Schizoid Man do King Crimson, excelentes guitarras e baterias e provavelmente a melhor passagem vocal de Cedric Bixler Zavala do álbum inteiro. (Nota-se uma certa semelhança com Robert Plant, não?). Tourniquet Man pode simplesmente ser passada sem ser ouvida. Uma canção fraca, apesar da primeira parte ser bastante "escutável", porém acaba sendo bombardeada por uma chuva de distorções desnecessárias. Cavalletas é a mais longa do disco, e é excelente. Mudando de ritmo variadas vezes, tem excelentes passagens instrumentais de todos os instrumentos, especialmente a bateria, cortesia de Thomas Pridgen. A última parte da música é uma incrível viagem altamente psicodélica, quase acídica, com direito a um piano bem jazz e guitarras bastante distorcidas. Agadez é uma canção bastante sinistra com uma certa levada de blues, destaque para o refrão. Askepios é uma canção terrívelmente ruim, efeitos demais e muita dissonância. No entanto, os últimos minutos da música são bons. Ouroborous tem um título quase impronunciável, e possui um excelente trabalho de percussão, além de, é claro, excelentes guitarras, baterias e vocais. Soothsayer é intensamente psicodélica e, dentro de 9 minutos de duração, com uma sonoridade oriental, psicodélica e viajante, consegue ser uma das melhores do disco. Conjugal Burns é horrível, distorções, dissonâncias e efeitos excessivos. Apesar de termos faixas ruins, ainda assim podemos simplesmente não escutá-las, e ainda teremos muitos minutos de boa música.


Download:
http://www.megaupload.com/?d=YIVLSVAM